Educação Integral e Consciencial
Educação Integral e Consciencial
Verdades e Mitos sobre Mudanças
Editoria de Educação - 22 de Agosto de 2015
Autora: Anne Marie Lucille [1]
Um estudo que examina de perto os aspectos visíveis e os ocultos que dão conformação às transformações em nosso mundo...
"A transformação não começa no momento em que percebemos nossas imperfeições, mas, ao invés disso, quando nos damos conta de que com elas torna-se impossível nossa evolução..."
Verdades e Mitos sobre Mudanças
Transformação só é renovação quando a forma defeituosa deixa de existir, ou de expressar-se...
Verdades e Mitos sobre Mudanças
Transformação só é renovação quando a forma defeituosa deixa de existir, ou de expressar-se...

Quando se observa o plano da natureza, logo nota-se que em tudo há um constante movimento de instabilidade. Uma semente é destruída para dar espaço à planta; a flor é destruída para dar espaço ao fruto.

Não se observa em nenhum momento o aspecto que conhecemos como estabilidade ou harmonia, ao menos quando comparamos com o modelo de estabilidade – estática – que aspiramos em vida. Se para nós estabilidade significa segurança, rotina, hábito, permanência, continuidade ou a perpetuação daquilo que já conhecemos, na contra mão, dentro do processo que rege a fisiologia de todas as coisas criadas pela natureza, essa condição parece não existir.

Se uma semente se torna planta, pequena ou grande, logo em seu arranjo primário, até para que o próprio espécime possa existir e se desenvolver, o aspecto estabilidade, que é a permanência ou imutabilidade do estado de uma coisa, não existe.

A semente se desenvolve, germina em contato com o solo, e logo se torna planta. E nada permanece estático sem que suas estruturas sofram transformações. Não existe um corpo estável a permanecer livre de mudanças, o que contraria nossa proposta de mundo ideal, onde tudo seria eterno, imutável, estagnado para sempre. A segurança da permanência em um mesmo estado por tempo indefinido é coisa que não existe no mundo natural, nunca existiu, mas é o que buscamos durante todo processo do nosso viver.

Psicologicamente este constitui o principal objetivo do homem. Permanência, continuidade e estabilidade. A rotina do conhecido tornado perpétuo é seu maior desejo. Assim, corre a natureza numa direção e ele noutra. Se fisicamente isso parece coisa impossível de se concretizar, ele apela para o aspecto psicológico.

E em sua mente ele acaba por criar um estado de continuidade, de perenidade, onde as coisas jamais sofreriam alterações, e permaneceriam para sempre como são; pelo menos aquelas que lhe proporcionassem satisfação.

Mesmo o ato de procriação da espécie apenas contempla a ideia da perpetuação humana, sem que ao menos seja levado em conta o fato de que o próprio procriador não poderá presenciar essa cadeia sucessória indefinidamente. Ele procria sem saber o motivo, embora exista por trás do ato a firme convicção de perpetuação do gênero humano. Entretanto, também não sabe qual o significado dessa perpetuação, uma vez que isso não se aplicará a ele próprio.

Animais e vegetais são regidos por uma lógica de extrema regularidade, não de estabilidade. Regularidade quer dizer ciclos. Ciclos bem demarcados, tão precisos que mesmo se prestam a demarcar a cronológica dos nossos relógios.

Uma estação do ano não ocorre por acaso, pois o acaso não pode coexistir com a regularidade. Acaso é coisa incerta, irregular, motivado por um mecanismo de extraordinária complexidade, mas que só pode funcionar onde exista um ciclo regular. A irregularidade só existe dentro da regularidade, jamais fora desta. Logo regularidade significa planejamento, inteligência, premeditação, organização, conhecimento de cada causa e do seu respectivo efeito.

A partir de uma matéria comum, básica, matriz para tudo que existe, veja-se a variedade de espécimes existentes. Se um serve de alimento para o outro, partimos então de uma mesma estrutura, ou de uma Matéria comum a todos. Não se alteram as estruturas da matéria base, mas apenas alguns aspectos de sua natureza química, ou energética. É como a energia elétrica direcionada para diferentes aparelhos, diferentes níveis de consumo. Na sua matriz é uma coisa só, não existem duas ou três. Dilui-se ou ajusta-se sua potência, adapta-se para os diversos consumos, mas não se altera sua natureza original.

Assim, de uma só Matriz energeticamente diluída ou modificada, infinitas formas poderão ser criadas. Diferentes potenciais energéticos, diferentes veículos, cada um com uma função magistralmente planejada, sem acasos, sem imprevistos, nada que não tenha sido laboriosamente planejado antes.

Dentro desse complexo mecanismo, o imprevisto é uma coisa já prevista. Eventos de qualquer natureza – o imprevisto é um deles –, só poderiam existir em comunhão com os objetos a eles associados, jamais de outra forma.

Desse modo fica bastante clara a “influência” de uma força inteligente e organizadora de todas as formas existentes, responsável pela regência do seu mecanismo de funcionamento.

Cria-se uma caixa, sabe-se exatamente para que serve, como deverá ser usada, que materiais serão empregados no seu fabrico. Cria-se um animal dotado de força vital, sabe-se exatamente o motivo, como deverá se desdobrar sua existência, de que forma os materiais usados em seu fabrico serão aplicados, o que se espera dele. Sem motivos poderia existir alguma coisa?

Fica essa questão em aberto, uma vez que em nosso atual estágio consciencial e evolutivo, aparentemente, ainda não fomos dotados de um padrão cognitivo capaz de anatomizar, sumarizar e compreender esse processo, mesmo que a resposta esteja escancarada diante dos nossos olhos.

Editoria de Educação do Site Mundo Simples.
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Sobre a Autora:

[1] Anne Marie Lucille - annemarielucille@yahoo.com.br
Franco-brasileira, pesquisadora na área da Psicopedagogia e Antropóloga. Atua como consultora educacional especializada em Educação Integral e Consciencial.
A autora não possui Website, Blog ou página pessoal em nenhuma Rede Social.

Mais artigos da autora em: http://www.sitededicas.com.br/holistica_index.htm

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