Dicas de Educação
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9 Dicas de como não Fabricar, em casa, uma Criança tímida
Editoria de Educação - 22 de Agosto de 2015
Autor: Jon Talber[1]
Enfim, Eis tudo aquilo que NÃO DEVEMOS fazer...
"Você sabia que a esmagadora maioria das patologias infantis são criadas e nutridas dentro de nossa própria casa?"
9 Dicas de como não criar uma Criança tímida
Imagine que uma criança tem o potencial para ser qualquer coisa, inclusive fazer a diferença que não fizemos...
9 Dicas de como não criar uma Criança tímida
Imagine que uma criança tem o potencial para ser qualquer coisa, inclusive fazer a diferença que não fizemos...

A timidez é acima de tudo um aprendizado, um estado de comportamento criado por nós, do mesmo modo que se cria um hábito, como por exemplo, o de colecionar carrinhos em miniatura, ou selos, ou mesmo a preferência por um refrigerante, ou a enxergar o belo como feio e vice e versa.

Somos capazes de criar, tanto aquilo que preferimos e desejamos, quanto aquilo que repudiamos. E tudo isso são comportamentos, facetas psicológicas que depois de se tornarem partes integrantes de nossas personalidades servirão para alguma coisa, e serão usadas, seja para nos proporcionar insatisfações ou satisfações.

E mesmo que o temperamento inato da criança seja extrovertido, o condicionamento da mesologia acabará por prevalecer mudando essa escrita. Uma criança extrovertida, só assim irá permanecer se encontrar em seu meio as condições que apóiem e potencializem essa característica, esse traço de uma personalidade. Por isso existem crianças extrovertidas que são tímidas, quando estão fora do seu meio de convívio; e também o inverso, crianças mais recatadas que são extrovertidas, que circulam com desenvoltura em qualquer meio, longe do seu ambiente natural. Nesse caso o condicionamento recebido fez a diferença.

É como os filhos que criamos. Podemos lhes dar carinho e atenção, mas, não podemos nos assegurar que jamais terão contato com a coisa contrária e não seguirão um caminho adverso. Um comportamento, depois de criado, ficará dormente, em estado de espera, em hibernação, ou será aplicado imediatamente, e tudo isso a depender da ocasião ou demanda. Sem uso jamais permanecerá, e será empregado, mesmo que o seja apenas em nossos sonhos inconscientes.

Com frequência nos chegam as crianças tímidas. Não porque assim nasceram, mas porque foram fabricadas, criadas até de forma involuntária, uma vez que bem poucos, como pais e educadores, conhecem as regras a seguir. São quesitos simples, que podem ser facilmente constatados em nosso cotidiano, seja em casa ou na escola; seja entre incultos ou cultos.

Evidentemente, a lista não se presta a criar estados de timidez em quem quer que seja, mas, antes disso, serve como guia para nos inteirarmos das causas. Mas não estão listadas todas, apenas algumas. E talvez até sirvam como orientação para que, inadvertidamente, não sejamos capazes de criar novos desses estados psicopatológicos em nossos filhos ou discentes.

E por último, o temperamento delas deve ser estudado desde o nascimento. Se bem avaliadas nesse quesito, podemos descobrir qual a melhor forma de orientá-las, e tudo isso de acordo com suas predisposições inatas, o que potencializará seu aprendizado e qualidade cognitiva.

Finalmente, uma ressalva que julgamos da maior importância: A timidez nem sempre caracteriza um estado de falta de autoconfiança, mas, antes disso, de baixa autoestima.

Eis as Regras, claro, que jamais deverão ser usadas:

  • Sempre compare sua criança com a criança do vizinho, ou do seu amigo, ou com seu irmão, especialmente quando o motivo da comparação é uma habilidade ou atributo físico que a mesma não possui.

  • Cubra-a de elogios, de modo que cresça ofuscada pelo mimo e caprichos caseiros, ocultando assim suas falhas, suas limitações de qualquer natureza, assim ela ficará surpresa quando o mundo lá fora a rejeitar, lhe fizer críticas, sem que ela compreenda os motivos, já que se negaram a lhe mostrar isso em casa.

  • Revele, diante dos seus colegas, mesmo em tom de brincadeira, situações que lhe sejam embaraçosas, especialmente aquelas pequenas manias que ela tenta a todo custo esconder de todos. Pode ser também suas pequenas preferências, que antes eram apenas segredos caseiros. Mas antes, saiba que isso a fará sentir-se envergonhada, diminuída diante dos outros.

  • Obrigue-a a ser irreverente, mesmo que isso seja contrário ao seu temperamento, obrigando-a a se comportar como a mais extrovertida da classe, ou da rua onde mora, ou diante dos amigos. Esse é um indício claro de que seu comportamento, aquilo que representa seu modo natural de “ser”, seja ele qual for, é considerado uma anomalia, uma deformação sujeita ao desprezo e rejeição.

  • Defina a beleza como sendo uma obrigação, um status obrigatório para todos. Assim, ela poderá, ao olhar-se no espelho se comparando com a evidente beleza das outras, ao sentir-se na impossibilidade de imitá-las, acreditar que é um traste, um experimento somático que saiu com defeito, uma aberração que necessariamente deverá ser mantida em seu próprio gueto, ou jaula, distante de todos.

  • Ignore seus talentos naturais, ofuscando-os, ao preferir as qualidades dos outros, sempre tomando como referência os indivíduos mais hábeis, aqueles fora de série, os vencedores de fora, os famosos, mesmo sabendo que tudo aquilo são personalidades falsas, especialmente construídas para o mercado das aparências, para alimentar o circo midiático, criado para fisgar tolos.

  • Faça-a sentir-se embaraçada na frente dos amigos, ou convidados, com comentários jocosos, citando o modo como se veste, como anda, como fala, seus gostos pessoais, cacoetes. Desse modo ela tenderá à reclusão, e sentirá vergonha de se expressar, de estar diante dos outros, e terá uma acentuada inclinação para acreditar que se trata da encarnação de uma anomalia, diante de um mundo de pessoas normais, que evidentemente, em nada se assemelham a ela.

  • Menospreze suas opiniões, mesmo sabendo que uma criança ainda carece de experiência para tê-las com coesão. Ressalte as opiniões daqueles que sabem tudo, especialmente crianças superdotadas, ou aquelas que são consideradas gênios, ou as mais velhas, assim, doravante, ela sentir-se-á naturalmente insegura, temerosa de comentar qualquer coisa, de opinar, na sua presença, ou diante de estranhos.

  • Esconda-lhe ou ignore suas limitações e suavize suas falhas, assim, ao entrar em contato com o mundo real, lá fora, longe do seguro ambiente do lar, local onde se sente importante e tem valor, quando suas fraquezas e defeitos serão expostos, irá sentir-se humilhada e naturalmente fraca, sem saber lidar com a verdade óbvia, sem compreender os motivos.

Conclusão:
Agindo dessa forma, com certeza, em pouco tempo, terá diante de si uma criança capaz de temer até a própria sombra.
Editoria de Educação do Site Mundo Simples.
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[1] Jon Talber - jontalber@gmail.com
É Pedagogo, Antropólogo e escritor especializado em Educação Integral e Consciencial. Estudou por mais de 30 anos as filosofias orientais e o comportamento das muitas culturas do mundo, seus sistemas educativos, doutrinas, dogmas, mitos, etc. Torna-se mais um colaborador fixo do nosso Site, onde pretende compartilhar parte daquilo que aprendeu ao longo de sua jornada.
O autor não possui Website, Blog ou página pessoal em nenhuma Rede Social.

Mais artigos dos autores em: http://www.sitededicas.com.br

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