![]() |
Autor: Alberto Cartago[1]
Atualizado: 09 de Janeiro de 2025
Daí a grande importância, ou cuidado especial, que dispensavam aos temperos. Afinal de contas, já conheciam suas propriedades profiláticas e curativas, um costume que se perdeu com a introdução do processo alimentar sintético que agora toma conta de todas as culturas das novas sociedades urbanas.
Por esse motivo escolhemos 5 temperos caseiros comuns, cujos poderes terapêuticos apesar de comprovados através do tempo, aos poucos foram esquecidos.
São ingredientes tradicionais, condimentos conhecidos por todos, e com os quais eventualmente harmonizamos nossos pratos. E como a boa informação faz toda diferença, aprender o que é útil nunca é um desperdício de tempo.
Usados regularmente, desde que dosados nas porções sugeridas, atuarão como agentes promotores da boa saúde, ou em alguns casos, como eficientes terapias para casos emergenciais.
Vale lembrar que as Especiarias com fins medicinais, mesmo tratando-se de alimentos, não deverão ser consumidas com exageros. Basta usá-las como temperos, as doses discretas recomendadas, e então poderão realizar o seu trabalho, de maneira silenciosa e segura, proporcionando seus benefícios, e o mais importante, sem nos surpreender com indesejáveis efeitos adversos.
Um estudo publicado no Jornal da American Diabetes Association, informa que a ingestão de uma porção entre ¼ e ½ de uma colher de chá da especiaria consumidas a cada dia, misturada ou não aos alimentos, reduz de maneira significativa os níveis de açúcar no sangue de pessoas portadoras desse distúrbio funcional.
Outros benefícios foram constatados após o seu uso, tais como, redução dos níveis de Triglicerídeos, Colesterol LDL (o ruim) e o colesterol total, entre os grupos portadores da patologia.
Como segurança, o nível recomendado de uso é algo em torno de 1 a 6 gramas por dia, ou 80mg na forma de extrato. Vale ressaltar que o nível tóxico para humanos ainda não está definido, por isso, manter-se dentro dos níveis recomendados para consumo é o mais sensato.
Em alguns casos raros, pessoas com sensibilidade ao alimento poderão apresentar reações alérgicas de pele e mucosas.
Os portadores de Hiperacidez, Gastrite ou Refluxo Gastro-esofágico já instalados, deverão evitar o consumo da especiaria, sob o risco de agravamento do seu quadro clínico.
Como tempero, deve ser usada com cuidado, basta uma pitada do pó, ou pequena porção na forma ralada.
Como medicamento, use uma pitada do pó. Pode-se acrescentar à água quente ou outro líquido, ou ainda ser misturada à alimentos.
Lembrando sempre de que o consumo em excesso da especiaria - a unidade inteira ou porções acima de 5 gramas - é considerada como Tóxica.
Mas, tomados os devidos cuidados, poderá, além de proporcionar um sabor todo especial aos nossos pratos, atuar como um agente da boa saúde. Desse modo, ciente dos cuidados e das propriedades terapêuticas, considere incrementar esse tempero em sua dieta...
Ralado na hora ou em forma de pó
É importante ressaltar que o consumo em demasia da Noz Moscada - de uma a três unidades ou o equivalente a 5 gramas do seu pó - pode causar efeitos colaterais indesejáveis, tais como, Náuseas, Alucinações Visuais e Auditivas, Descontrole motor, Convulsões, Confusão mental, Inchaço e choque - crise aguda causada por insuficiência cardiovascular.
Suas propriedades como ingrediente terapêutico já eram largamente conhecidas desde a antiguidade. Considerado como uma espécie de "Faz tudo", servia para alívio de dores e colícas, problemas respiratórios, e até como purificador e desinfectante de ambientes.
Um dos benefícios mais conhecidos da especiaria é sua propriedade já consagrada de aliviar dores de dentes e nas gengivas.
Nos mais sensíveis, a ingestão em excesso do ingrediente pode provocar problemas digestivos, tais como irritações gástricas, indigestão, acidez, gases e cólicas flatulentas.
São tantos os benefícios dessa especiaria que fica difícil descrever tudo apenas de forma resumida.
Trata-se de um dos melhores - juntamente com Pimenta do Reino - medicamentos naturais contra Afecções da Boca e Garganta. Basta ferver um pouco, deixar esfriar, coar e fazer o gargarejo ou bochecho, várias vezes ao dia. Não há inflamação que resista aos seus potentes princípios ativos.
Para ingestão, como segurança, convém ir usando em doses pequenas até descobrir o limite de tolerância de cada um. Faça chás fracos e vá testando com cautela. Como tempero deve ser usado sem exageros.
Estes podem incluir sintomas Gastrointestinais, como Azia, Diarreia, Gastralgia (dores de estômago), Irritação da boca, flatulência, Hiperacidez, intensificação de sangramentos no período menstrual, agravamento de Gastrites e Eructações, os populares arrôtos.
Estes sintomas são mais comuns quando consumidos além do limite na forma de cápsulas, ou doses repetidas de extratos - tinturas, muito concentradas.
Recentemente, pesquisas científicas comprovaram aquilo que a tradição antiga já sabia a partir do uso. Constataram, depois de demorados estudos clínicos, a eficácia dessa planta no tratamento e erradicação da Ameba e da Giárdia, assim como contra outras parasitoses, e o mais importante, sem a presença dos efeitos adversos das drogas alopáticas tradicionais usadas para o mesmo fim.
Na forma de chás (folha ou pó), sucos, óleo, cápsulas (o pó desidratado), o sumo das folhas, extratos ou tinturas, ou na forma de unguento.
Pode também provocar sonolência e secreções de mucosa na boca e garganta, quando usado em doses acima da média recomendada.
Temperos não deverão ser vistos como uma panacéia capaz de curar qualquer coisa, e apenas com o correto diagnóstico de nossas doenças, associando a isso um estilo de vida sem exageros e não tóxico, o que inclui uma dieta adequada, poderemos usufruir de boa saúde.
Vale alertar que devemos escolher com cuidado as fontes de origem dos nossos temperos, uma vez que, nas grandes metrópoles do mundo ocidental, onde milhões de toneladas de especiarias e ervas desidratadas são distribuídas todos os dias, com a intenção de prolongar sua vida útil, a maior parte desse estoque passa por Processos de Irradiação Molecular, fato que acaba por comprometer de maneira dramática seus princípios ativos, tornando-os, muitas vezes, simples resíduos vegetais inócuos.
Em países como Estados Unidos e Canadá, por exemplo, por força das leis locais, todo tempero exposto à irradiação deverá exibir um selo em sua embalagem informando desse procedimento. Entretanto, os demais alimentos industrializados e sujeitos ao mesmo processo não têm essa obrigatoriedade. Por isso mesmo, prefira as variedades orgânicas, ou aquelas tiradas de sua horta; ou ainda aquelas que apresentem em seus rótulos, de maneira explícita e confiável, que são livres de irradiação ou outros processos possíveis de degradar a qualidade dos vegetais.
[1]
Editoria de Saúde do Site Mundo Simples.
Alberto Cartago - albertojcartago@gmail.com
Fitoterapeuta especializado em Terapias Alternativas, alimentação Orgânica, Vegana e Vegetariana.
O autor não possui Website, Blog ou página pessoal em nenhuma Rede Social.
Bibliografia de apoio:
Plantas Medicinais - François Balmé - Hemus Editora - São Paulo - Brasil
Plantas Medicinais na Amazônia, 2a. Edição - Diversos Autores - Editora Unesp - São Paulo - Brasil
Hospital Memorial - Cravo da Índia, um Antioxidante Natural
The Hidden Benefits of Herbes and Spices
Spices that Defend You Against Aging
http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2003/12/13/holiday-spices.aspx
Nota de Copyright ©
Proibida a reprodução para fins comerciais sem a autorização expressa do autor ou site.